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Terça-Feira, 31 de Julho de 2018 08:16

Interina

Tomo as decisões para uma gestão de dois anos, diz prefeita de Ribeirão Cascalheira

Ex-presidente do Legislativo, Luzia, está como prefeita por tempo indeterminado, até que se convoquem novas eleições
Tomo as decisões para uma gestão de dois anos, diz prefeita de Ribeirão Cascalheira Reprodução

Após mais de um mês de gestão, a prefeita interina de Ribeirão Cascalheira Luzia Nunes Brandão (SD) ainda não sabe quanto tempo lhe resta à frente do Executivo. Com a cassação da chapa de Reynaldo Diniz (PR), fica a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a convocação de novas eleições e o órgão ainda não decidiu a data. Mas apesar das dúvidas, Luzia garante que opta por um planejamento para longo prazo. De imediato, ela busca colocar as contas do município nos trilhos.

Luzia conta que ainda não tem clareza sobre a situação financeira de Ribeirão Cascalheira, pois a mudança de gestão é recente. “As senhas das contas bancárias são bloqueadas quando há essa permuta. Agora que estou desbloqueando para saber sobre as finanças”, explica. A prefeita conversou com a reportagem, em ocasião do evento Gestão Eficaz, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que ocorreu nas últimas quinta-feira (26) e sexta (27), em Barra do Garças.

A prefeita deixou a presidência da Câmara de Vereadores para assumir o cargo em junho, após o Tribunal Regional Eleitora de Mato Grosso (TRE-MT) validar a cassação de mandato de Reynaldo Diniz e de seu vice, Gleison Oliveira (PR). Os dois haviam sido cassados em dezembro de 2017 e governavam mediante recurso na Justiça Eleitoral.

Luzia já programa redução de despesas para controlar a situação do município. “Inchada”, a folha de pagamento deve ser um dos alvos de cortes. Segundo o que já chegou aos ouvidos da prefeita interina, há muitas dívidas, inclusive débitos antigos, que serão pauta de discussão quando forem localizadas. De antemão, ela já tem o desafio de acordar o parcelamento de R$ 1.6 milhões que o município deve a concessionária de energia elétrica Energisa.

“Esse valor inclui multas e juros, que o nosso setor jurídico já está trabalhando para tirar [do valor total a ser pago]. O parcelamento vai ser em longo prazo, então precisamos do apoio da Câmara de Vereadores”, destaca. Segundo ela, sem o início do pagamento da dívida, a concessionária não pode realizar alguns serviços, como a instalação de padrões novos.

O problema é tratado em caráter de urgência pela administração, porque o Hospital Municipal Cristo Rei precisa de um novo transformador. Falta apenas o equipamento para começarem a funcionar os ares condicionados instalados na unidade. O hospital ganhou a climatização após ser firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), com a Promotoria de Justiça.

Com pouca receita, o município tem que se redobrar para pagar as contas de cada mês. As primeiras demandas recebidas pela prefeita têm sido resolvidas, a partir dos esforços em economizar os recursos municipais. A manutenção da frota de ônibus escolares, por exemplo, será custeado com a economia de combustível do mês de julho, quando as escolas estão de recesso, conta Luzia. “Ficamos com a prefeitura fechada duas semanas, o que já deu uma diminuída nos gastos.”

Entre as conquistas em um mês de gestão, que a prefeita destaca, está a reabertura da superintendência do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran), fruto de articulação em Cuiabá. A prefeitura também ganhou uma caminhonete que foi disponibilizada à Secretaria de Agricultura. Segundo Luzia, o veículo vai auxiliar no deslocamento do secretário, sobretudo em visitas in loco às famílias produtoras da região.

Sobre a situação encontrada ao assumir a prefeitura, Luzia atribui os problemas financeiros à crise econômica que assolou todo o país, inclusive as cidades de Mato Grosso. “A cada mês que passa, a gente vê a diminuição dos repasses”, afirma. “Cada corte que tem, cada crise que tem, a gente sente o impacto.”

Mas a prefeita é otimista. Para ela, mesmo com a instabilidade gerada pela troca de nomes na cadeira do Executivo, o município alavanca se as políticas forem pensadas para longo prazo. Sobre suas próprias decisões administrativas, Luzia destaca que são tomadas para uma gestão de dois anos, independente de quanto tempo ela fique na prefeitura. “Não importa se eu vou ficar um mês ou dois anos. Eu tenho que focar lá na frente. E o outro [prefeito] que vier, que dê continuidade aos nossos trabalhos.”

Fonte: Semana 7

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