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Terça-Feira, 27 de Fevereiro de 2018 07:58

Araguaia

Sindicatos rurais da região do Araguaia debatem segurança no meio rural

O estado tem que disponibilizar recursos como efetivo, veículos e equipamentos de segurança
Sindicatos rurais da região do Araguaia debatem segurança no meio rural ( Foto: Reprodução )

O Sindicato Rural de Santa Cruz do Xingú, responsável pela Regional 3, localizada no nordeste de Mato Grosso e composta por seis sindicatos, promoveu um encontro entre produtores rurais, as polícias Militar e Civil, Serviço de Inteligência, delegados, entidades da segurança na região do Araguaia e representante do Executivo municipal de Confresa. O objetivo foi discutir medidas de segurança em área rural. O evento foi realizado na sede do Sindicato Rural de Confresa.

Os moradores da zona rural do Araguaia sofrem com o aumento da violência e furtos de gado, defensivos e outros. Participaram os presidentes dos sindicatos de Santa Cruz do Xingu, Otalécio Januário de Sá, de São José do Xingu, Fernando Nascimento Tulha Filho, de Vila Rica, Anísio Junqueira Neto, de Confresa, Birajara Meireles Capuzzo e de Porto Alegre do Norte, Marcelo Gonçalves Rodrigues, e o presidente eleito que deve tomar posse nos próximos dias, Alessandro Pires Leandro. 

 O presidente regional Otalécio Januário de Sá destacou que além do aumento do índice de violência, há casos de roubos seguidos de morte, o que causa preocupação e insegurança na comunidade rural. “Em nossa região estão acontecendo muitos casos de roubos e furtos, como também roubos seguidos de morte, como ocorreu em Confresa. E o objetivo dessa reunião foi justamente discutir estratégias eficazes de segurança no campo. O que nós queremos é mais segurança para o produtor rural e suas famílias e para isso foi sugerido pelas polícias civis e militares a instalação de câmeras nas propriedades”, disse Otalécio.   

O presidente do sindicato de Confresa, Birajara Meireles Capuzzo, acredita que para resolver os problemas da segurança no campo é necessário pensar em um sistema de integração, ou seja, a união das polícias Civil e Militar e os produtores que estão no meio rural. “Precisamos dessa parceria para termos mais informações do que ocorre nas propriedades rurais e os números de roubos e furtos. Quando há rapidez no comunicado, por exemplo, um furto na fazenda, é provável que seja resolvido com mais agilidade”, contou Capuzzo. 

Em relação ao problema de estrutura das polícias, Capuzzo requereu que sejam implantados guaritas e vídeo monitoramento na entrada das cidades, principais vias de acesso, BR’s e pontos estratégicos para coibir ações de bandidos. “Para isso, é necessário que o governo do Estado esteja envolvido. O estado tem que disponibilizar recursos como efetivo, veículos e equipamentos de segurança. E o papel do produtor rural é fazer os boletins de ocorrência para comunicar os ocorridos, como também comunicar o sindicato rural mais próximo, para que a entidade sindical auxilie nessa intermediação entre o produtor e a segurança pública”, explicou o presidente regional. 

As polícias Civil e Militar, apesar das dificuldades, contingente reduzido, veículos precários e equipamentos de segurança se comprometeram a fazer uma varredura nas áreas rurais de toda região do Araguaia para garantir a segurança das famílias que vivem e trabalham no campo. 

O presidente Marcelo Rodrigues e o presidente eleito do Sindicato Rural de Porto Alegre do Norte, Alessandro Pires, falaram da importância dos rádios para comunicação dos policiais e sugeriram a confecção de cartilhas com orientação de segurança no campo, grupos de whatsapp de produtores e representantes das polícias e serviço de inteligente para facilitar a comunicação. 

Rodrigues contou que um problema agravante na região é que as polícias civil e militar e os serviços de inteligência cumprem o papel de prender os bandidos e logo em seguida, durante as audiências de custódia, a justiça solta e o criminoso volta a praticar o crime.   

Para entender os critérios das audiências de custódia foi sugerido que o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de cada município interceda junto ao Poder Judiciário da cidade para esclarecer os produtores sobre o assunto. 

Capuzzo destacou que essa reunião foi o primeiro passo e que devem levar o assunto para uma reunião com o Poder Judiciário nos municípios da região, envolvendo toda a comunidade em geral, Conselhos de Segurança, Secretaria de Segurança Pública, Polícias, entre outros segmentos da sociedade para que juntos encontrem uma solução mais efetiva.

Fonte: Redação Olhar Alerta

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