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Quinta-Feira, 19 de Julho de 2018 14:31

Realização

Mato-grossense transforma Uno 2003 em Lamborghini

Transformação foi feita com massa corrida e isopor; jovem diz que gastou pouco mais de R$ 3 mil
Mato-grossense transforma Uno 2003 em Lamborghini Transformação foi realizada em pouco mais de um ano

Ele sonhava em ter um carro esportivo importado, mas as condições financeiras não cooperavam. Isso, porém, não o desmotivou a tornar aquele desejo em realidade.

Foi assim que Edimar Souza Goulart, morador de Rondonópolis (220 km de Cuiabá), decidiu transformar o seu Fiat Uno 2003 em uma réplica de um modelo da montadora italiana Lamborghini.

Tudo foi feito à mão, sem alarde, somente quando o rapaz arrumava tempo e dinheiro para investir. Após pouco mais de um ano, o veículo foi ganhando a forma que ele queria e acabou por chamar a atenção de vizinhos e familiares. Foi um primo quem revelou a atração ao mundo.

Edimar tem 28 anos e vive de “bicos”. Em entrevista ao MidiaNews, disse que foi com esses trabalhos informais que reuniu o dinheiro necessário para concretizar o seu sonho.

O rapaz conta que já gastou pouco mais de R$ 3 mil com materiais e que o projetou custou também tempo e dedicação.

Tudo começou na ponta do lápis, quando decidiu desenhar o protótipo de seu carro com base nas linhas do  Lamborghini Aventador -  criado em homenagem a um lendário touro da década de 1990, que era considerado o animal mais bravio a atuar na Plaza de Toros de Zaragoza.

O veículo chegou ao mercado em 2012 e sua produção foi limitada em apenas 4 mil unidades, que não sai por menos de R$ 3 milhões.

Apesar de ter conseguido fazer com que o Uno tivesse a semelhança com o veículo esportivo, o jovem explica que a comparação termina ai.

“Eu tinha esse sonho, e como eu vi que custava milhões para ter um carro desses, e eu não tinha condições pra isso, fui desenhar. Eu não preciso do motor da Lamborghini, que é de 12 cilindros e ia me dar um gasto enorme, e também consumir bastante combustível. Não quero isso, quero um carro pra andar devagarzinho", contou.

Edimar não tem um emprego fixo e, quando arruma um serviço, paga as pequenas contas de casa e investe o restante no modelo.

A transformação

Antes de botar a “mão na massa”, o rondonopolitano afirmou que o medo e a insegurança de estragar o único carro que conseguiu comprar era grande. Porém, ele não recuou de sua decisão.

“Teve um certo momento em que eu pensei que não ia virar em nada, que tinha estragado meu carro todo. Mas agora eu tô vendo que tá dando a forma e a proporção parecidas, e está ficando bonito”, disse.

No início, sem ferramentas para executar a transformação, ele conta que teve de com a ajuda de vizinhos e até mesmo dos locais em que já trabalhou.

“Eu queria ver se dava conta e então comecei a fazer. E, como já trabalhei como mecânico de bicicleta, pintor automotivo, montador de toldos, e várias outras funções, foram essas profissões que me ajudaram na hora de fazer esse trabalho”, disse.

Edimar revelou que o carro é feito de massa corrida, isopor, cantoneiras e muitos parafusos. Apesar de estar praticamente pronto, ainda é necessário fazer alguns retoques, que o impedem de trafegar e também pegar chuva.

“Ainda não terminei, está com os moldes todos amaciados, mas estou dando os acabamentos, lixando. Depende muito dos trabalhos de diárias que consigo. E quando arrumo, pago a energia e o que sobra compro massa para fazer os acabamentos, conforme Deus vai permitindo”, explicou.

“Também preciso resinar ele, para poder pegar chuva. E falta mexer com os faróis, pois não tenho a luz alta, nem o pisca. Tenho que ligar o sistema de iluminação que quero igual ao modelo da lamborghini original, só que ainda não tenho dinheiro”, contou.

Quanto à documentação para circular com o veículo nas ruas, Edimar conta que ainda não parou para pensar no assunto e explica que irá se preocupar quando terminar todos os reparos.

“Acredito que quando for mudar a documentação, irá mudar para um carro de protótipo, mas ainda tenho que ver como vão fazer para liberar, para eu andar direitinho. Estou quase terminado, aí vou documentar”.

Fonte: Mídia News

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