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Quarta-Feira, 01 de Agosto de 2018 09:05

Política

Janaina quer CPI dos Grampos e depoimento de Paulo Taques

Deputada diz que comissão mostrará quais parlamentares estão interessados em esclarecer fato
Janaina quer CPI dos Grampos e depoimento de Paulo Taques A deputada de oposição Janaina Riva: CPI dos grampos

A deputada de oposição Janaina Riva (MDB) afirmou que vai apresentar um requerimento para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a suposta rede clandestina de grampos ilegais montada pela Polícia Militar.

A decisão foi tomada após o cabo da PM Gerson Correa detalhar o esquema de interceptações ao juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Militar do Fórum de Cuiabá, na madrugada sábado (28).

Ele confessou ter interceptado ilegalmente adversários políticos do governador Pedro Taques (PSDB) a mando do ex-comandante da corporação, coronel Zaque Barbosa.

De acordo com Janaina, o depoimento do cabo é um “fato novo” que dá fôlego à ideia de abertura de CPI na Assembleia. A mesma proposta havia sido feita por ela em maio de 2017, quando o escândalo estourou.

“Vamos tentar novamente colher as assinaturas necessárias para apresentar um novo requerimento de CPI. Temos um fato novo, uma confissão feita através do depoimento do cabo Gerson, e acredito que não teremos mais dificuldade em conseguir as oito assinaturas”, disse.

“Nós tivemos uma declaração do cabo dizendo que os 24 deputados estaduais foram grampeados. Então, não foi apenas eu, enquanto parlamentar, que fui grampeada, mas outros colegas também”, afirmou.

Para a deputada, a abertura de uma comissão, mesmo no último semestre da atual legislatura, seria uma forma de mostrar que os parlamentares estão interessados em esclarecer o fato.

Ela afirmou, inclusive, que caso a CPI seja instalada, o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, deve ser convocado para uma das oitivas.

O primo do governador está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) desde maio deste ano, por conta da segunda fase da Operação Bereré.

“Acho que agora é importante a Assembleia dar este esclarecimento para a sociedade e cada deputado se posicionar como achar mais conveniente. A população precisa ver quem esta do lado de quem”, disse.

“Então, acho interessante, sim, a CPI para apurarmos com muita seriedade, colher mais depoimentos. Devemos chamar não só o cabo para depor, mas também o ex-secretário da Casa Civil e aqueles que são citados como integrantes, que quando o cabo fez seu depoimento não estavam presentes porque se tratava de uma audiência militar”, completou.

O depoimento

Em seu depoimento, o cabo disse que em 2014 foi chamado pelo coronel Zaqueu Barbosa para criar um escritório para interceptar policiais militares que estariam cometendo crimes. 

Segundo sua confissão, esse escritório, que foi montado por Gerson e aperfeiçoado por outros policiais militares, teria sido financiado pelo ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques.

Os trabalhos na sala de interceptação começaram, conforme Gerson, em setembro de 2014 com interceptações de policiais que estavam em desvio de conduta.

No entanto, na semana que antecedeu a eleição de outubro daquele ano, ele conta ter recebido do coronel Zaqueu mais uma leva de números que correspondiam a “barriga de aluguel”. Estes números seriam de políticos adversários, jornalistas e advogados.

“Indiretamente você sabe que os interesses não eram do coronel Zaqueu. Qual o interesse do coronel em interceptar essas pessoas? É claro  que era do Paulo Taques e do governador, eu não tenho dúvidas”, afirmou.

Fonte: Mídia News

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