Terça-Feira, 19 de Junho de 2018

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Sábado, 19 de Maio de 2018 08:11

Desenvolvimento

Falta de asfalto na BR-158 e MT-431 compromete desenvolvimento da região do Araguaia

Os produtores cobram a pavimentação e melhorias urgentes desses trechos
Falta de asfalto na BR-158 e MT-431 compromete desenvolvimento da região do Araguaia ( Foto: Reprodução )

Não é novidade: quem produz em Mato Grosso geralmente sofre com as condições das estradas. O estado que é referência em agricultura e pecuária, não pode dizer o mesmo quando o assunto é infraestrutura e logística.

Exemplo disso é a BR-158, que liga a região nordeste de Mato Grosso ao sudoeste do Pará. Há mais de 7 anos, quem vive em municípios como Vila Rica e Alto da Boa Vista sente no bolso o impacto da falta de asfalto na rodovia.

É que as obras de pavimentação foram suspensas quando chegaram até as proximidades da Terra indígena Marãiwatsédé, alvo de conflitos nos últimos anos. Após muita confusão, Funai, Dnit, Ibama e Governo Federal entraram em acordo sobre o futuro da estrada, que cortava a reserva indígena. Ficou decidido que o trajeto será alterado, passando a contornar a reserva.

Os trechos foram divididos em dois lotes, cada um com aproximadamente 95 km. O lote “A”, vai do entroncamento do “posto Luizinho” até o município de Alto da Boa Vista. Já o lote “B”, de Alto da Boa Vista até o distrito de Alô Brasil, passando por Serra Nova Dourada. A expectativa era de que as obras fossem iniciadas este ano, o que ainda não aconteceu.

Em nota, a Superintendência Regional do Dnit (órgão responsável pela pavimentação do trecho), afirma que já realizou a licitação referente ao lote “A”, na modalidade “RDC – Contratação Integrada”, na qual o consórcio vencedor fica responsável pela elaboração do projeto executivo e pela execução das obras. O contrato está na fase de assinatura. Quanto às licenças, apenas a “Prévia” (que permite o início da elaboração do projeto) foi emitida pelo Ibama. Ainda falta a licença de “Instalação”, obrigatória para que as obras tenham início.

Ainda segundo a nota do Dnit, o lote “B” encontra-se em fase final de análise do anteprojeto, com previsão de que a licitação seja realizada ainda no primeiro semestre deste ano.

Outro exemplo de rodovia que deixa a desejar é a MT-431, que liga municípios de Santa Terezinha, Vila Rica e Santa Cruz do Xingu. Ela é considerada de extrema importância na região, por cortar grandes áreas aptas à produção de grãos e de carne. Por lá também falta asfalto e – em dias de chuva – fica difícil acreditar que carros consigam passar pela estrada (confira no vídeo).

Os produtores cobram a pavimentação e melhorias urgentes no trecho e – em documento enviado ao Governo do Estado – reforçam que o período mais seco do ano já começou. Ou seja, o momento ideal para a realização de obras está “bem aí”.

Em nota, o Governo de Mato Grosso diz que o pedido será analisado pela equipe responsável pela elaboração do Plano Diretor de Transporte, que prevê uma série de obras que podem vir a ser executadas nos próximos anos.

Enquanto a expectativa não sai do papel, quem produz na região mantém a cobrança sem esquecer que o preço da falta de logística custa caro e compromete a renda de todo o nordeste mato-grossense.

Fonte: Canal Rural

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