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Segunda-Feira, 06 de Agosto de 2018 14:13

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Expulso do BBB por suposta agressão, médico quer ser deputado

Cirurgião participou da 17ª edição do reality show e foi expulso pela acusação de agressão
Expulso do BBB por suposta agressão, médico quer ser deputado O cirurgião plástico Marcos Harter, que disputa para deputado federal

Ex-participante do "Big Brother Brasil", da Rede Globo, e "A Fazenda", da Record, o cirurgião plástico Marcos Harter é um dos candidatos a deputado federal pelo PSC (Partido Social Cristão), na coligação do candidato ao Governo Mauro Mendes (DEM).

Ao MidiaNews, afirmou que não irá tirar um centavo do bolso para sua campanha. Ele espera que seu partido o ajude financeiramente para que possa ocupar uma das oito cadeiras disponíveis na Câmara Federal para Mato Grosso.

“Do meu bolso não sai nada. Eu não tenho dúvida de que quem investe R$ 1 milhão, R$ 5 milhões em uma campanha, é porque vai querer de volta depois. Quem toca política dessa forma, colocando dinheiro, vê política como investimento. O cara coloca R$ 5 milhões em uma campanha, você acha que ele quer o quê? Vai colocar todo esse valor porque quer ajudar? Quer roubar”, afirmou.

“Eu vou entrar só com a minha cara e a coragem. Dinheiro do meu bolso não vou colocar. Provavelmente terei, sim, ajuda do partido. Porque eu deixei bem clara minha posição”, disse.

Marcos acredita que sua participação nos dois programas influenciará de maneira positiva na campanha.

O cirurgião participou da 17ª edição do BBB e acabou sendo expulso do reality show após ser acusado de agressão contra a colega de confinamento Emilly Araújo - vencedora do programa.

Na metade de 2017 ele integrou o programa da Record, no qual também teve uma participação polêmica. Neste, acabou em segundo lugar.

“Ajuda. Inclusive, é um dos motivos pelo qual optei por me candidatar. O principal motivo é ser cidadão, é estar indignado, achar que as pessoas precisam tomar providências em relação a tudo que está acontecendo. Mas confesso que eu, com 39 anos, se não fosse conhecido, não ia entrar nessa. Não entraria direto para federal, teria que começar mais baixo. Então, acho que acaba ajudando”, disse.

Harter afirmou que, caso eleito, defenderá a Saúde do Estado e também o apoio ao agronegócio, que, segundo ele, é um dos setores que mais trazem benefícios ao Estado.

“Basicamente, como médico, sou entendedor da Saúde. Não só da Saúde daqui, mas do País, porque vivi ela nas duas grandes megalópoles e aqui também. Acho que poderei acrescentar muito em relação a políticas de Saúde”, afirmou, sem dar detalhes.

“Mas não quero fugir também da questão econômica. Eu vivo em Sorriso faz cinco anos. E vejo que Mato Grosso é a mola propulsora do Brasil. E a mola propulsora do Mato Grosso é o agronegócio. Então, acho que tudo que fomenta o agronegócio faz com que entre dinheiro em todos os setores. Então, é preciso fomentar, diminuir a alíquota de impostos, fertilizantes. O que puder fazer para fomentar o agronegócio tem que ser feito”, disse.

Criticas ao Doutor Bumbum

Marcos afirmou que irá apresentar, em sua campanha, dois projetos tocados por ele. Um intitulado “Nariz sem bullying”, voltado para rinoplastia, e outro intitulado “Orelhinha”, que corrige as chamadas “orelhas de abano”. Ambos projetos são para pessoas com menor poder aquisitivo.

“Não sou contra projetos sociais que beneficiem pessoas carentes. Acho, inclusive, muito legal a plástica ser para todos. A minha geração de cirurgiões plásticos, talvez, seja a segunda geração depois dos grandes chefões. O meu chefe em Niterói era o [Ivo] Pitanguy. E eu escutei da boca dele histórias de como era feio usar os benefícios da medicina para trabalhar a estética, a beleza”, afirmou.

“O Pitanguy chegava a cobrar mais de R$ 100 mil para fazer uma mamoplastia redutora. Então é muito legal uma segunda geração ver isso, a plástica para todo mundo. A plástica não é só para a alta sociedade”, disse.

Ele ressaltou que os pacientes precisam procurar profissionais sérios. E disse que o episódio envolvendo o médico Denis César Barros Furtado, conhecido como "Doutor Bumbum", dificulta o trabalho dos profissionais da área.

“Todos esses projetos são bem-vindos, desde que o cirurgião plástico que execute tenha formação correta. E não a formação pilantra, que é muito do que a gente está vendo aí no País. O Doutor Bumbum, por exemplo. Todo e qualquer profissional que não tenha formação adequada para fazer o procedimento que se propõe a fazer, vai resultar em óbito, resultar em sequela permanente”, afirmou.

“E pior: respinga em profissionais que nada tem a ver com o negócio, em cirurgiões plásticos de verdade. A pessoa fez a formação, seis anos de medicina, dois anos de geral, três anos de cirurgia plástica, para um cara que é clínico geral fazer um procedimento que é da plástica. Induz uma embolia pulmonar, a paciente vai a óbito e a mídia fica culpando a cirurgia plástica”, criticou.

Fonte: Mídia News

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