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Quarta-Feira, 06 de Junho de 2018 15:49

Polícia

Bisavó é presa suspeita de enterrar índia recém-nascida ao supor que estivesse morta no Araguaia

Polícia estima que menina ficou enterrada em cova por sete horas. Estado do bebê é estável e médicos aguardam resultados de diversos exames
Bisavó é presa suspeita de enterrar índia recém-nascida ao supor que estivesse morta no Araguaia Bisavó da índia recém-nascida, Kutz Amin, confessou que enterrou a menina por achar que ela estivesse morta (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)

Abisavó da índia recém-nascida – que foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família dela, nessa terça-feira (5), em Canarana, a 838 km de Cuiabá – foi presa pela Polícia Civil nesta quarta-feira (6). A menina sobreviveu e foi resgatada por policiais, que registraram o resgate em vídeo .

A Polícia Civil estima que a criança ficou enterrada por sete horas – entre as 14h e 20h de terça-feira em uma cova de 50 centímetros de profundidade. A menina está no Hospital Regional de Água Boa, a 736 km de Cuiabá.

A bisavó, Kutz Amin, de 57 anos alegou que a criança não chorou e, por isso, acreditou que estivesse morta. Seguindo o costume da comunidade indígena, ela enterrou o corpo no quintal, sem comunicar os órgãos oficiais.

“Nós autuamos a bisavó por tentativa de homicídio. Ela disse que cortou o cordão umbilical e enterrou a menina”, explicou ao G1 o delegado Deuel Paixão de Santana.

A mãe da criança, de 15 anos, sentiu contrações e deu à luz no banheiro da casa. O bebê teria batido a cabeça no chão e não teve reação após o nascimento, segundo a família.

“Ela confessou que cortou o cordão umbilical do bebê e, por não ter chorado, ela acreditou que a menina estava morta. Ela fez o enterro do bebê na cultura deles, sem comunicar às autoridades”, disse o delegado.

A mãe da adolescente e a mãe do bebê foram ouvidas na delegacia e liberadas. A adolescente está com um quadro de saúde debilitado e com hemorragia. A bisavó deve ser apresentada à Justiça em uma audiência de custódia entre esta quarta e quinta-feira (7).

A Fundação Nacional do Índio (Funai) acompanha a situação com a família e a bisavó.

“Eles deixaram o costume deles falar mais alto e enterraram a criança por acreditaram que estivesse morta. Futuramente a avó poderá responder por participação e a adolescente por um ato infracional”, finalizou o delegado.

Estado de saúde do bebê

A bebê indígena está sob os cuidados intensivos de uma pediatra desde que deu entrada no Hospital Regional de Água Boa, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Fonte: G1 MT

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