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Sexta-Feira, 08 de Junho de 2018 06:40

Repercussão

Bebê indígena enterrado vivo ganha repercussão nacional e MPF e MPE acompanham caso

A avó teve sua prisão preventiva decretada e responderá pelo crime de tentativa de homicídio
Bebê indígena enterrado vivo ganha repercussão nacional e MPF e MPE acompanham caso O caso foi destaque no programa nacional Cidade Alerta da Record TV (Foto: Reprodução)

A menina da etnia indígena Xinguano que nasceu na cidade de Canarana na tarde de terça-feira (5), e foi enterrada viva pela mãe e avó, ganhou repercussão nacional e o desenrolar tem sido acompanhado por grandes órgãos públicos.

Conforme infomrou em primeira mão o site Olhar Alerta, os Policiais Militares receberam uma denúncia às 20h, que informava sobre uma criança que havia sido concebida ao meio dia e enterrada por volta das 14h no terreno da própria casa em que havia nascido. Ao chegar no local, os agentes confirmaram a informação e retiraram a criança ainda com vida de dentro da terra. A mãe do bebê, uma adolescente de 15 anos, informou em depoimento que ele havia nascido prematuro e morto, já a avó confirmou que a criança não seria assumida por seu pai, homem que é casado com outra índia.

Desde o início da quarta-feira (6), o Ministério Público Federal do Estado de Mato Grosso (MPF/MT) e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT) acompanham e dão atenção ao caso. Chegou ao conhecimento do MPF que, devido à tradição desta etnia, crianças nascidas sem pai são atingidas na cabeça e enterradas. Também foi informado à entidade que a menina teria batido a cabeça no chão quando a mãe deu à luz a ela no banheiro da residência que morava, e esta seria a razão pela qual a garota de 15 anos acreditava que o bebê estava morto.

A recém nascida foi transferida do Hospital Municipal de Canarana para o Hospital Regional Paulo Alemão de Água Boa onde passou por atendimento médico e observação, mas na noite de quarta-feira, teve de ser transferida para a UTI Neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá por ter um grave distúrbio de coagulação e hipotermia. O Ministério Público Estadual trabalhará no caso pela Promotoria da Infância e Criminal, enquanto isso, o Ministério Público Federal ministrará o apoio que as envolvidas precisam em respeito à cultura, mas também aos interesses da criança e o êxito da investigação criminal. A Funai também dá atenção especial para o caso junto com a família.

Durante audiência de custódia na quarta-feira, a avó foi considerada culpada e irá responder pelo crime de tentativa de homicídio, sua prisão foi convertida em preventiva.

Após investigações, foi constatado que a bisavó fez o parto e que a criança não chorou. Ela, sua filha (avó da criança) e a sua neta (mãe da criança), decidiram, então, enterrá-la, sem aviso prévio à Casai (Casa de Saúde do Índio) ou qualquer outra instituição competente. O bebê ficou enterrado em uma cova com, aproximadamente, 50 centímetros por cerca de 7 horas.

O caso que ganhou repercussão nacional, comoveu a todos que souberam. As matérias sobre o desenrolar da história da indiazinha recém nascida enterrada viva ganhou destaques em pequenos, médios e grandes veículos do Estado de Mato Grosso e do país, isso nas mídias impressas, digital, de rádio e também de TV.

Fonte: Redação Olhar Alerta

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